Moldagem tradicional ou scanner intraoral: qual experiência o paciente prefere?
Imagine a seguinte situação: um paciente chega ao consultório para realizar uma prótese ou iniciar um tratamento ortodôntico. Ele se senta na cadeira e o dentista apresenta duas opções: fazer a moldagem convencional, utilizando moldeiras e materiais de impressão, ou realizar um escaneamento digital em poucos minutos.
Qual delas você acha que a maioria escolheria?
Nos últimos anos, a tecnologia mudou profundamente a forma como os dentistas capturam imagens da cavidade oral. O scanner intraoral odontológico trouxe mais agilidade e precisão, mas talvez seu maior impacto esteja em outro ponto: a experiência do paciente.
Neste artigo, vamos comparar scanner intraoral ou moldagem tradicional sob a perspectiva de quem realmente vive o procedimento: o paciente.
Como funciona a moldagem tradicional?
A moldagem convencional utiliza materiais como alginato ou silicone, posicionados em moldeiras que permanecem na boca por alguns minutos até a presa do material. Após a remoção, o molde é enviado ao laboratório ou utilizado para confecção de modelos.
Esse método continua sendo amplamente utilizado e pode oferecer excelentes resultados clínicos quando executado corretamente. No entanto, ele também apresenta algumas limitações relacionadas ao conforto e à praticidade.
Como funciona o scanner intraoral?
O scanner intraoral utiliza uma câmera de alta precisão para capturar imagens digitais dos dentes e tecidos bucais. O equipamento cria um modelo tridimensional da boca do paciente em tempo real, que pode ser armazenado digitalmente, compartilhado com laboratórios, utilizado em fluxos CAD/CAM e integrado a planejamentos digitais. Todo o processo costuma levar poucos minutos.
1. Conforto: quem vence?
Moldagem tradicional: apesar de eficiente, pode causar desconfortos como sensação de náusea, excesso de saliva, gosto desagradável do material, ansiedade durante a espera e dificuldade para respirar em alguns pacientes. Esses fatores são especialmente relevantes em crianças, idosos, pacientes com reflexo nauseoso acentuado e pessoas ansiosas.
Scanner intraoral: elimina a necessidade de moldeiras e materiais de impressão, oferecendo menor desconforto, ausência de gosto ou cheiro, menos sensação de sufocamento e maior tranquilidade durante o atendimento.
Quem ganha? Scanner intraoral. Na maioria dos casos, os pacientes relatam maior conforto em comparação à moldagem convencional.
2. Rapidez do procedimento
Moldagem tradicional: além da captura da impressão, é necessário aguardar o endurecimento do material, conferir se houve falhas, eventualmente repetir a moldagem e realizar vazamento do molde ou enviá-lo ao laboratório. Isso aumenta o tempo total do procedimento.
Scanner intraoral: o escaneamento é realizado diretamente no computador. Em muitos casos, a imagem aparece instantaneamente, falhas podem ser corrigidas na hora e não há necessidade de repetir todo o procedimento.
Quem ganha? Scanner intraoral. A tecnologia costuma reduzir significativamente o tempo clínico.
3. Qual método gera mais ansiedade?
Muitos pacientes associam a moldagem tradicional a experiências desagradáveis. Entre as principais queixas estão medo de engasgar, sensação de sufocamento, desconforto prolongado e ansiedade durante a presa do material.
Já o scanner costuma gerar curiosidade e percepção de modernidade. Pacientes frequentemente comentam: “Nossa, achei que fosse muito pior” ou “É só isso? Achei muito rápido.”
Quem ganha? Scanner intraoral. A experiência tende a ser mais leve e agradável.
4. O paciente percebe mais tecnologia?
Sim. Quando o paciente visualiza sua boca em uma tela 3D, ele costuma perceber inovação, modernidade, maior confiança no tratamento e mais transparência no diagnóstico. Essa percepção pode influenciar positivamente a experiência e a relação com a clínica.
5. E a precisão dos dois métodos?
A moldagem tradicional continua sendo uma técnica consolidada e amplamente utilizada. Por outro lado, os scanners intraorais evoluíram muito nos últimos anos e oferecem alta precisão, possibilidade de ampliar imagens, integração com softwares e redução de erros relacionados à manipulação do molde.
A escolha ideal depende do tipo de procedimento, da experiência do profissional e da tecnologia disponível.
Existe alguma situação em que a moldagem tradicional ainda é preferida?
Sim. A moldagem convencional ainda pode ser interessante em situações como consultórios que ainda não adotaram fluxo digital, alguns casos clínicos específicos, profissionais que possuem ampla experiência com técnicas tradicionais e clínicas em fase inicial de investimento.
Portanto, não se trata de uma tecnologia substituindo completamente a outra. O cenário atual é de convivência entre os dois métodos.
O que dizem os pacientes?
Diversos estudos mostram que pacientes submetidos aos dois procedimentos tendem a relatar maior conforto com o scanner, menor ansiedade, preferência pelo método digital e maior satisfação com a experiência clínica. Isso ajuda a explicar por que cada vez mais clínicas estão investindo em odontologia digital.
A experiência do paciente se tornou um diferencial competitivo
Hoje, não basta apenas entregar um tratamento de qualidade. Os pacientes também valorizam conforto, agilidade, tecnologia, previsibilidade e atendimento moderno.
Nesse contexto, o scanner intraoral se tornou uma ferramenta importante para melhorar não apenas os resultados clínicos, mas também a percepção de valor da clínica.
Veja como a tecnologia pode melhorar a experiência dos seus pacientes
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Conclusão
A comparação entre scanner intraoral ou moldagem tradicional mostra que ambos os métodos continuam relevantes na odontologia.
Porém, quando analisamos a experiência do paciente, fatores como conforto, rapidez e percepção de tecnologia fazem com que o scanner intraoral seja cada vez mais valorizado.
A tendência é que a odontologia continue avançando em direção a processos digitais, nos quais a experiência do paciente terá um papel tão importante quanto a precisão técnica.
Referências bibliográficas
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American Dental Association. Digital Dentistry and Emerging Technologies.
Conselho Federal de Odontologia. Tendências e aplicações da odontologia digital.
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